belíssima ...
No teu poema
existe um verso em branco e sem medida,
um corpo que respira, um céu aberto,
janela debruçada para a vida.
No teu poema existe a dor calada lá no fundo,
o passo da coragem em casa escura
e, aberta, uma varanda para o mundo.
Existe a noite,
o riso e a voz refeita à luz do dia,
a festa da Senhora da Agonia
e o cansaço
do corpo que adormece em cama fria.
Existe um rio,
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai
ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
existe o grito e o eco da metralha,
a dor que sei de cor mas não recito
e os sonhos inquietos de quem falha.
No teu poema
existe um cantochão alentejano,
a rua e o pregão de uma varina
e um barco assoprado a todo o pano.
Existe um rio
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai
ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
existe a esperança acesa atrás do muro,
existe tudo o mais que ainda escapa
e um verso em branco à espera de futuro!
sábado, 11 de setembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
rumo ao sul ... sem amor ... devagar ...
Estou na estrada de volta para onde eu já não quero ir
O escritório esta tarde, foi tudo para me deprimir
A buzina apressada de um carro que me quer passar
Na portagem um rosto indiferente diz-me para pagar
Rumo ao sul
Sem amor
Devagar
O meu sonho faz-se ao mar
Sem amor
Rumo ao sul
O meu céu perdeu o azul
Volto as costas às vozes da noite, da cidade mãe
Sou a sombra impiedosa do apego, de quem já não se tem
Sei que ao fim desta estrada há uma casa, que suponho ter
E a vontade indomável que tenho de me querer perder
Rumo ao sul
Sem amor
Devagar
O meu sonho faz-se ao mar
Sem amor
Rumo ao sul
O meu céu perdeu o azul
Rumo ao sul
Sem amor
Devagar
O meu sonho faz-se ao mar
Sem amor
Rumo ao sul
O meu céu perdeu o azul!
O escritório esta tarde, foi tudo para me deprimir
A buzina apressada de um carro que me quer passar
Na portagem um rosto indiferente diz-me para pagar
Rumo ao sul
Sem amor
Devagar
O meu sonho faz-se ao mar
Sem amor
Rumo ao sul
O meu céu perdeu o azul
Volto as costas às vozes da noite, da cidade mãe
Sou a sombra impiedosa do apego, de quem já não se tem
Sei que ao fim desta estrada há uma casa, que suponho ter
E a vontade indomável que tenho de me querer perder
Rumo ao sul
Sem amor
Devagar
O meu sonho faz-se ao mar
Sem amor
Rumo ao sul
O meu céu perdeu o azul
Rumo ao sul
Sem amor
Devagar
O meu sonho faz-se ao mar
Sem amor
Rumo ao sul
O meu céu perdeu o azul!
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
aconteceu ...
Aconteceu
Eu não estava à tua espera
E tu não me procuravas
Nem sabias quem eu era
Eu estava ali só porque tinha que estar
E tu chegaste porque tinhas que chegar
Olhei para ti
O mundo inteiro parou
Nesse instante a minha vida
A minha vida mudou
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos?
O que foi que aconteceu?
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos, meu amor?
O que foi que aconteceu?
Aconteceu
Chama-lhe sorte ou azar
Eu não estava à tua espera
E tu voltaste a passar
Nunca senti bater o meu coração
Como senti ao sentir a tua mão
Na tua boca o tempo voltou atrás
E se fui louca
Essa loucura
Essa loucura foi paz
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos?
O que foi que aconteceu?
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos, meu amor?
O que foi que aconteceu?
Eu não estava à tua espera
E tu não me procuravas
Nem sabias quem eu era
Eu estava ali só porque tinha que estar
E tu chegaste porque tinhas que chegar
Olhei para ti
O mundo inteiro parou
Nesse instante a minha vida
A minha vida mudou
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos?
O que foi que aconteceu?
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos, meu amor?
O que foi que aconteceu?
Aconteceu
Chama-lhe sorte ou azar
Eu não estava à tua espera
E tu voltaste a passar
Nunca senti bater o meu coração
Como senti ao sentir a tua mão
Na tua boca o tempo voltou atrás
E se fui louca
Essa loucura
Essa loucura foi paz
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos?
O que foi que aconteceu?
Tudo era para ser eterno
E tu para sempre meu
Onde foi que nos perdemos, meu amor?
O que foi que aconteceu?
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
domingo, 5 de setembro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
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